Molti credono di amare gli altri.... ma in pratica cercano solo i più simpatici! Chi ritengono insignificante o noioso lo emarginano.
Molti sostengono di amare la libertà...ma intanto si lasciano blindare da molte forme di prigionie: attaccamenti vari, vizi, pregiudizi, invidie, orgoglio, egoismo, superficialità, moda...
Molti affermano di prediligere i poveri...ma spesso cercano prevalentemente chi può dare loro qualche vantaggio.
Alcuni dichiarano di cercare la solitudine... ma spesso si immergono nel chiasso della folla o dei mezzi multimediali...
Molti vogliono convincere gli altri di amare la natura... ma non sanno rinunciare ai mezzi inquinanti e all’auto...
Alcuni sostengono di praticare la sobrietà... ma in realtà sono voraci, non sanno rinunciare alle cose che gli piacciono e desiderano anche il superfluo...
Molti affermano di amare la sincerità... ma non ammettono di essere viziosi, pigri, invidiosi, orgogliosi, avari...
Moltissimi si dichiarano onesti, ma spesso sono fedifraghi, scorretti con gli amici, con il prossimo, con la società e con Dio..
Molti ostentano la purezza, ma in loro si annidano desideri perversi..
Gran parte dei credenti sostiene di amare Dio, ma solo quando desiderano trarne vantaggi: lo invocano solo nella paura, quando vogliono la salute del corpo, ma non si interessano di quella dell’anima... e alla prima tentazione cadono: pochi lo considerano come il proprio Creatore e lo lodano gratuitamente per il dono dell’esistenza.
Pier Angelo Piai
Hipocrisia, "O anjo da sinceridade"
Muitos
acham que amam os outros... mas na prática procuram somente aqueles
mais simpáticos. Aqueles considerados insignificantes ou chatos, são
postos à margem.
Muitos dizem amar a liberdade... no entanto
deixam-se bindar por diversas formas de prisões: vários apegos, vícios,
preconceitos, invejas, orgulho, egoísmo, superficialidade, moda...
Muitos afirmam ter predileção pelos pobres... mas muitas vezes procuram prevalentemente quem pode dar-lhes alguma vantagem.
Alguns declaram de buscar a solidão... mas imergem-se sempre no rumor da multidão ou dos meios de comunicação.
Muitos querem convencer os outros a amar a natureza... mas não sabem renunciar aos meios poluentes e ao automóvel.
Alguns
dizem che são sóbrios... mas não verdade são vorazes, não sabem
renunciar às coisas que lhes agradam, desejando até mesmo o supérfluo.
Muitos afirmam amar a sinceridade, mas não admitem seus vícios, preguiças, invejas, orgulhos e avarezas.
Muitíssimos
declaram-se honestos... mas frequentemente são pérfidos, incorretos com
os amigos, com o próximo, com a sociedade e com Deus.
Muitos ostentam a pureza... mas neles fazem ninhos os sentimentos mais perversos.
Grande
parte dos cristãos, dizem amar a Deus, porém, O amam, somente quando
desejam tirar vantagem disso. Invocam-no somente no medo, quando falta a
saúde do corpo, esquecendo-se daquela da alma... e caem na primeira
tentação que aparece. Poucos consideram-No como o próprio Criador, e
raramente louvam-No gratuitamente pelo dom da existência.